Caminho Livre para a inclusão do Deficiente Visual
Rumos para uma educação inclusiva
Publicado em 08/09/2010 por Marly Solanowski em Educação Inclusiva com 1 comentários

Qualquer definição que se queira dar para Educação será muito limitada dada sua amplitude.
Vista sobre o princípio da globalidade, ela tem como fim desenvolver por meio da aprendizagem permanente todas as potencialidades do ser humano, objetivando sua evolução e ampliação de sua consciência.
O princípio básico para uma educação inclusiva deverá ter sempre como suporte teorias e práticas educacionais que possam manter essa visão global, porque as limitações físicas provocadas pela baixa visão ou cegueira não devem impedir a manifestação da totalidade do ser do portador de deficiência.
Para que isso ocorra na prática, existe hoje uma necessidade de se desenvolver, pela educação, três grandes potencialidades que todos possuímos em nosso cérebro: o pensar, o sentir e o agir.
Criar e construir pelo processo educacional uma proporcionalidade entre essas três grandes áreas de aprendizagem é permitir avanços e novo equilíbrio, não só para os portadores de deficiência visual que necessitam de melhor qualidade de vida como também para todos aqueles que queiram uma vida mais viva.
Propõe-se aqui uma meta fundamental que, contendo conhecimentos teóricos já vivenciados na prática, serão aplicados pelo educador que, em sala de aula, se relaciona com a deficiência visual.
Esse início de trabalho educacional faz parte de uma proposta mais ampla a ser desenvolvida em ciclos, a fim de atender as necessidades atuais dos educadores. Ela se abre, também, como assessoria e consultoria não só às instituições educacionais como também às comunidades e empresas que dela necessitam para cumprir requisitos legais, fazendo avançar a empregabilidade dos deficientes visuais.
Estimular a evolução do cérebro de educadores, da comunidade e das empresas será um grande auxílio educacional no sentido de se criarem novos rumos para uma educação que seja realmente inclusiva.
O intuito primeiro será o de desenvolver essas três grandes áreas de nosso cérebro, áreas essas que toda a educação deveria privilegiar, conhecendo mais profundamente as pesquisas recentes sobre nossas funções cerebrais, como desenvolvê-las em educadores, educandos e demais interessados
Nunca é demais exemplificar as armadilhas cerebrais a que todos estamos sujeitos. Num mundo onde há tamanha diversidade, continuar com a ilusão de que todos somos iguais ou buscar repetidamente a igualdade em nosso planeta são dois exemplos. Embora tenhamos todos uma configuração dentro de uma mesma espécie, somos todos diferentes uns dos outros, assim como é a diversidade e as diferenças que a natureza propõe, incluindo-se nela também a questão da deficiência.
A famosa frase popular de que a teoria na prática é outra, alimenta e faz crescer a exclusão social. Isso está mais do que provado em nosso país: abuso de poder é aqui chamado de política.
Como o suporte e o apoio referentes ao deficiente visual fazem parte dos objetivos e missão do Movimento Livre, as informações, conhecimentos e vivências para a permanente construção e participação de uma educação que se pretende cada vez mais inclusiva terá neste site uma oportunidade para debates, seminários interdisciplinares, palestras, cursos, vivências, comentários e depoimentos que se realizarão nas formas virtual e presencial.
O contato com os deficientes visuais, seus familiares e aqueles que simpatizam e queiram conosco participar, torna-se fundamental para fazer progredir uma proposta educacional que se quer permanente e evolutiva.
E voltando a nossa meta primeira, é preciso ressaltar que neste século não haverá a possibilidade de uma real cidadania e consequente inclusão do deficiente visual sem que haja também o avanço dessas três grandes potencialidades cerebrais. Todos que já passaram por experiências de vida com suas aprendizagens provavelmente já se aperceberam de que os conhecimentos adquiridos em toda a história da humanidade podem servir de suporte ou de degrau, mas não conseguem resolver e dar solução aos nossos principais problemas que entravam e aprisionam nosso planeta.
Com a ilusão de igualdade entre os povos ou a esperança de chegar e participar de uma elite privilegiada as energias se esvaem. O que se observa é cada vez mais a diminuição da qualidade de vida bem como a devastação em vários níveis do nosso planeta onde todos poderíamos participar como condônimos.
Então, a integração entre o pensar, o sentir e o agir não são meras palavras, mas abarcam em si uma tríade energética, um triângulo que, se proporcionalizado, pode ser um triângulo amoroso e que, pela educação, potencializa nosso cérebro para avanços reais e significativos.
Essas energias, potencialidades, talentos ou mesmo inteligências necessitam ser estimuladas dentro de um processo educacional amplo, renovador, que transcenda os limites do conhecido e o medo do desconhecido a fim de criar novas maneiras de viver e com-viver.
Se quisermos, pela educação, trabalhar a inclusão em todos os seus níveis e, acima de tudo, educar os portadores de deficiência visual para uma inclusão social, não podemos aplicar um paradigma educacional que isola e fragmenta, pois estaríamos provocando mais exclusão social. Trata-se, então, de substituir esse paradigma que causou e ainda causa tanta fragmentação, por um mais amplo e que produza uma educação mais livre e liberta de padrões impositivos e desatualizados. Um paradigma que possibilite a autocondução, o crescimento dos grupos, relativa independência e autonomia cerebral, bem como o desenvolvimento da solidariedade e da responsabilidade social.
Para se construir um paradigma da inclusão é necessário desenvolver uma abertura mental, emocional e operacional em permanente estado de construção. Um paradigma inclusivo que aceite as diferenças, sejam elas quais forem; que aprenda a lidar e negociar com elas e que não projete e amplie uma segregação ainda em estado avançado em nosso país. Uma segregação ou visão sectária, inconsciente ou não, que ainda separa maioria de minoria e que dá chances de continuidade à exclusão.
Voltamos assim e mais uma vez ao ponto de partida: cérebro fragmentado produz fragmentação, cérebro segregado produz segregação, cérebro sectário produz pensamentos, sentimentos e ações isoladas e sectárias.
Uma educação que se quer ou se diz inclusiva, não pode estar alheia ou desconhecer as várias potencialidades, talentos ou inteligências que possibilitam o nosso viver. Atualmente, não podemos mais separar cérebro-mente-espírito e já existem subsídios, científicos ou não, para vivenciarmos tudo isso e ter novas aprendizagens a partir daí
Torna-se, portanto, para todos nós que queremos desenvolver uma educação para e com o deficiente visual, um verdadeiro desafio tentar descobrir o que a caixa preta do nosso cérebro contém. No entanto, temos a certeza de que essa aventura poderá ser partilhada com todos aqueles que, individual ou solidariamente, queiram fazer o processo de inclusão do deficiente visual avançar
Convite feito, agora é mãos-a-obra!
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1 Comentários
VALDOMIRO SOUZA SANTOS disse em:14/02/2012 - 13:26:15 |
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Olá , a secretaria especial, esqueceu das pessoas portadores de deficiencias visuais dentro das universidade, e faculdades privadas, So decrara no papel, gostariamos de ser bem recebido bem na faculdade, elas pede para assinar um contrato de prestação de serviço, e tudo bem, ai esta o problema, ? não esta preocupado com este tal de adpação, ou mobilidade para as pessoas portadores de deficiencias , E aiA lei e claro, já passei por3 faculdades , foi obrigado a pagar, por causa do contrato de prestação de serviçoseducacionais, mas eu não foi atendido, tive que muda de faculdade ate quando vai isto? mim ajude por favor . meu telefone.1144512454 ou 57636661. sp |
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